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ifigênia

ifigênia, teresa de la parra

María Eugenia Alonso tem 18 anos quando perde o pai e precisa deixar a Europa para retornar ao seu país natal, a Venezuela. O impacto da troca de uma Paris em plena efervescência cultural nos anos 1920 pela monótona e conservadora Caracas a inspira a registrar suas impressões em um diário e em cartas. Esse é o ponto de partida de Ifigênia, diário de uma jovem que escreveu porque estava entediada, da venezuelana Teresa de la Parra (1889–1936).

A tipografia em P22 Bifur, uma interpretação digital da Bifur de A. M. Cassandre (1928), remete diretamente à época e ao ambiente em que o romance foi escrito. As letras fragmentadas, nas sobrecapa e capa, funcionam como uma metáfora gráfica da desconstrução da personagem principal.

A sobrecapa dobrada foi concebida como um papel de embrulho ou envelope postal, evocando a ideia de um diário íntimo, algo que pudesse ser fechado e guardado em segredo. Para isso, conta com um ilhós metálico, reforçando essa função simbólica de resguardo. As cores foram inspiradas na paleta do artista gráfico brasileiro J. Carlos, expoente da art déco nacional.

Fotos: Nino Andrés


AIGA 50/50 – 50 cov­ers [vence­dor, 2016]
Menção hon­rosa do III Pre­mio Lati­noamer­i­cano al Dis­eño Edi­to­r­i­al
Sele­ciona­do para 12ª Bien­al Brasileira de Design Grá­fi­co (ADG), 2017