judeus na amazônia
judeus na amazônia
A identidade visual para Judeus na Amazônia parte do entrelaçamento entre território e deslocamento para construir uma linguagem gráfica que reflita as camadas históricas e afetivas da presença judaica na região amazônica. O projeto se desdobra em peças para o seminário (2023), a exposição (2024) e o catálogo (2025), articulando os diferentes suportes a partir de um sistema visual coeso.
A tipografia Pilowlava, com curvas amplas e fluidez, dialoga com o movimento dos rios e a organicidade da paisagem amazônica. Em contraste, a More Gothic traz verticalidade e rigor, evocando registros e estruturas da memória, como os letreiros pintados à mão nas embarcações da região.
A paleta, composta por tons de verde, azul e laranja, é inspirada na geografia, na vegetação e nas águas da região. O laranja, em especial, remete diretamente à cor do rio em determinados trechos e horas do dia – e aparece também no corte pintado do catálogo, como símbolo de travessia.
No catálogo, esse sistema se expande em uma mancha gráfica que alterna densidade e respiro, criando um ritmo de leitura que ecoa o movimento pela exposição, marcado por pausas, encontros e deslocamentos.
Museu Judaico de São Paulo, 2023–25
Curadoria: Aldrin Moura de Figueiredo, Ilana Feldman, Mariana Lorenzi, Renato Athias
Expografia: Alvaro Razuk
Fotos: Cabrel Escritório de imagens [exposição]